Como pais e educadores, ver uma criança se isolar (seja em jogos, na tristeza ou na timidez), pode gerar uma angústia sem respostas fáceis. Neste artigo, vamos explorar a poderosa metáfora da “ilha” para entender o isolamento infantil, e como ajudá-la a superá-lo, usando como base o conto que escrevi (confesso que é um tiquim autobiográfico) chamado: “A Ilha”. Você pode lê-lo gratuitamente aqui no blog.
Juntos, vamos refletir sobre como ajudar a criança a sair do isolamento construindo pontes de conexão para expandir seu horizonte emocional e social. Eu vou ajudar você a explorar melhor as entrelinhas da história. Sempre com o cuidado e a profundidade que o tema exige. Clique aqui se quiser conhecer o texto: A Ilha.
Bora lá?

“É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós mesmos. “ José Saramago
Quando se fala em desenvolvimento infantil, é importante pensarmos em sociabilidade. Saramago escreveu uma vez que, se não sairmos de nós mesmos, não chegaremos realmente a saber quem somos.
Muitas vezes, por medo, trauma ou falta de estímulo, transformamos nossa vida em uma ilha isolada. Criamos muros de “autossuficiência” e/ou rejeição, e acreditamos que o nosso pequeno horizonte é o mundo inteiro, assim como O Pequeno Príncipe.
Crianças que vivem isoladas, seja por causa do excesso de jogos, seja por excessiva timidez ou até mesmo traumas, têm a tendência de achar que a vida se resume a elas. Porém, sem boas referências externas, elas mesmas se tornam incapazes de tecer uma autocrítica coerente.
Assim como o Pequeno Príncipe descobriu que havia outros mundos além do seu planetinha, precisamos de alguma interação social para crescermos como cidadãos colaborativos. Afinal, quem vive apenas no seu próprio asteroide, cuidando apenas da sua própria rosa, acaba desenvolvendo uma visão limitada, e muitas vezes, egoísta da existência.

O Labirinto do Isolamento
Viver em uma ilha nos dá uma falsa sensação de segurança. Ali, nós controlamos o clima, as marés e as verdades. Porém, uma ilha que não recebe barcos é um ecossistema que para de evoluir. No isolamento, nossas opiniões viram dogmas e nossas dores viram o centro do universo.
Não raras vezes, tornamo-nos incapazes de compreender o outro e de sermos compreendidos, e isso transforma qualquer convivência num campo de guerra. Daí, para fugir do conflito, nos isolamos ainda mais. E isso se torna um ciclo vicioso que precisa ser cuidadosamente quebrado.
É preciso aprender a lidar com as dores da convivência externa (sim, às vezes machuca), e também aprender a lidar com o outro de uma maneira mais empática, o que só acontece quando saímos de nós mesmos.

A Viagem Necessária
Sair da ilha, seja através de uma conversa difícil, de um texto ou do simples ato de ouvir alguém que pensa diferente, é o que nos permite olhar para trás e, finalmente, enxergar o contorno da nossa própria terra.
Uma maneira prática de fazer isso, é ler uma história para uma criança e dialogar com ela sobre os muitos temas transversais que oferece. É sabido que a leitura nos ajuda a ampliar horizontes.
Aqui no blog você encontrará textos ricos de entrelinhas, ideais para ajudar a criança a começar a se enxergar de uma perspectiva diferente, como uma abelha que faz parte de uma grande colmeia. Recomendo, também, por exemplo, A princesa estressada.

Para Pais e Educadores
Ensinar uma criança a “sair da ilha” não é incentivá-la a se perder, mas sim a se encontrar na conexão. É mostrar que o mundo é um arquipélago imenso e que a beleza de ser ilha é justamente a possibilidade de construir pontes.
Entender que, muitas vezes e com o devido cuidado, o ponto de vista do outro sobre nós pode nos enriquecer.
É claro que temos de preservar a individualidade. É claro que devemos falar sobre os riscos da comparação, porém, nada isso é justificativa para vivermos em completo isolamento.
E quem está escrevendo isso é uma capricorniana tímida, introvertida e até com alguns traços antissociais. Porém, vencer essas barreiras é fundamental para um desenvolvimento emocional saudável.
Obviamente não é necessário se tornar a pessoa mais popular da rua (risos), mas, sim, construir alguns laços significativos e enriquecedores.

Conclusão: crianças e isolamento
Se você sente que o seu mundo está ficando pequeno demais, talvez seja hora de pegar o barquinho. O horizonte pode dar medo, mas é só lá, no meio do mar aberto, que você descobrirá quem você realmente é quando não está sendo observado apenas pelo seu próprio espelho.
Convido você a ler, gratuitamente, o conto A ILHA, que está disponível aqui no blog. Além desse tema, tem outros que você pode explorar com sua criança. E, se quiser ir mais a fundo ainda, deixei uma ferramenta super acessível pra você lá.
–> E é isso, clique aqui para ler o texto A ILHA. <–
No mais, desejo-lhe sucesso, saúde e serenidade.
Descubra mais sobre Cíntia Amorim
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.