A ilha – historinha sobre bullying isolamento e autoaceitação

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Como ajudar uma criança que, após ser machucada, construiu uma fortaleza ao seu redor? ‘A Ilha’ não é uma historinha sobre bullying em si, mas sobre seus efeitos mais silenciosos e duradouros: o isolamento, a autoproteção e a riqueza interior que fica escondida.

Nesta página, você encontra a história completa para ler com a criança e, logo abaixo, um artigo profundo que revela como transformar essa ‘ilha’ de solidão em um santuário de força. Tudo para que você tenha as ferramentas para iniciar diálogos que curam.

E atenção: Se quiser reproduzir esta historinha, favor pedir autorização. E sempre cite autoria e endereço do blog, ok?

No mais, aproveite!

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A Ilha

historinha sobre bullying

Era uma vez uma ilha deserta, bem distante, no meio do mar.

Nela, só três pessoas podiam entrar. Forasteiros? Nem pensar.

Mas, na verdade, ninguém morava ali. A ilha ficava sozinha quase sempre. Só recebia, de vez em quando, a visita dessas três pessoas especiais.

Nem sempre foi assim. Antes, a ilha era aberta a todos. Mas muitos visitantes não respeitavam sua natureza frágil, e a machucavam.

Um dia, ela se cansou. Expulsou os maus visitantes para sempre.

Nunca mais voltariam.

Mas algo inesperado aconteceu: nasceram espinhos dolorosos por toda parte, sem controle. Qualquer visitante se machucava.

A ilha tentou arrancar os espinhos, chamando-os de “ervas daninhas”. Mas eles só cresciam, cada vez maiores e mais fortes.

Quase ninguém conseguia mais visitá-la. E menos ainda podia apreciar o que havia dentro: música, poesia, bichinhos graciosos, vira-latas simpáticos. Lá dentro, o clima era bonito.

A ilha, então, se acostumou com a solidão. Tinha suas três visitas garantidas. Não era triste, era até feliz.

Pessoas passavam de barco e diziam: “Que ilha feia, perigosa, pobre.” Só viam os espinhos.

A ilha não se importava. Ela sabia o que guardava por dentro.

Às vezes se sentia egoísta: tanta riqueza escondida! Tanta gente precisando do que ela tinha.

Mas lá no fundo, ela também temia machucar os outros. Seu sistema de defesa às vezes feria até bons visitantes. Melhor manter distância.

A ilha não gostava, mas não podia evitar. Então preferia ficar sem visitas.

A ilha tão bela, que tanta riqueza possuía, ficava isolada, em meio a tantas outras ilhas perdidas.

Enfim, a belíssima ilha era apenas mais uma pessoa vagando solitária no meio do mar.

Fim

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Conclusão

Estar na ilha pode ser muito difícil para uma criança, e muitas vezes também para o adulto que procura alcançá-la. De uma forma geral, a melhor maneira de fazer isso é através do diálogo.

E é aí que ferramentas pedagógicas podem ser muito úteis, como o Baralho Eu Escuto Você por exemplo. Um jogo que permite adultos e crianças criarem diálogos ricos e transformadores.

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E que tal, após ler o conto ‘A Ilha’ com a criança, você puxar assunto sobre ele, de uma forma sensível, mas profunda?

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No mais, desejo-lhe sucesso, saúde e serenidade.

Cintia Amorim.

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