Esta é uma deliciosa história para trabalhar o valor da amizade na escola, e na vida. E ajuda a conversar também sobre a importância das brincadeiras de antigamente x brincadeiras de hoje.
Esta é uma história do eixo laranja, da Metodologia das Entrelinhas. Convido você a explorar os outros eixos temáticos aqui do Historinha Poderosas depois.
*Atenção: todos os textos aqui são devidamente registrados. Se for reproduzir, por favor, peça autorização, e não se esqueça de mencionar autoria e o endereço do blog, tá bão?
E agora, divirta-se!
Os Quatro Terríveis

Getúlio, Peninha, Guto e Alberto: “Os quatro terríveis”. Assim eles eram chamados pelos vizinhos. Não era por menos. Os meninos eram de arrasar, campeões absolutos da bagunça.
Quando essa turma se encontrava a confusão estava armada: time de futebol, equipe de carrinhos de rolimã, barraca para vender verduras e até banda de rock.
“Os quatro terríveis” eram também “Os inseparáveis”. Pelo menos o pessoal achava assim. Os meninos juraram amizade eterna. Falavam que, quando crescessem, se casariam um com a irmã do outro. Aí seriam mais que amigos, seriam parentes.
Mas… o tempo passou, os meninos viraram homens e cada qual seguiu seu rumo.
Getúlio tornou-se o dr. Getúlio, advogado. Peninha, comerciante. Guto, que sempre gostou de música, tornou-se cantor. Alberto dava aulas de educação física.
Nenhum mais morava no bairro, e as ruas não eram as mesmas sem eles.
Passados muitos anos Getúlio, em seu apartamento, pegou um álbum de fotografias. Lá estavam seus velhos amigos, cada um mais atrapalhado que o outro. As fotos eram da antiga banda de rock: “Os Terríveis”: ficaram em último lugar num concurso da escola.
E o campeonato de carrinhos de rolimã! A equipe: “Os Terríveis”. Também ficaram em último. Mas eles gostavam era da bagunça.
Ao rever aquelas fotografias, Getúlio sentiu um aperto no peito. Decidiu procurar os antigos amigos. Colocou anúncio nos principais jornais da cidade.
Procuram-se “Os terríveis”,
aquela turminha que aprontava
todas no Bairro Verde.
Peninha leu a mensagem. E a amiga da vizinha da prima do Guto também. Avisou para ele. Os três conversaram por telefone. Mas, e o Alberto?
Os amigos fizeram um acordo. Só se reuniriam depois que encontrassem o Alberto. Os anúncios continuaram. Mandaram mensagens pela internet, colaram anúncios em poste. Esperaram.
Depois de algumas semanas Alberto ligou. Estivera viajando.
Ótimo, o encontro foi marcado para sábado, dia 5.

Chegou o grande dia. Enquanto dirigia, Getúlio fazia mil indagações. Como estariam seus amigos, será que realmente viriam?
Como sempre ele foi o primeiro a chegar. Ficou esperando.
De repente, entra um homem barrigudo e careca. Seria possível? O homem abre-lhe um sorriso inconfundível: Peninha. Mas como havia engordado!
Os dois ainda estavam se cumprimentando quando apareceu Alberto. Bem ao contrário de Peninha, era puro músculos.
Os três pediram um refresco e, enquanto batiam um papo, eis que entra Guto. Cabeludo, de brincos e com aquele visual de músico. Pronto, “Os quatro terríveis” estavam novamente unidos.
Primeiramente cada um queria saber o que acontecera ao outro: trabalho, casamento, filhos e essas coisas.
Getúlio então tirou de sua pasta aquele álbum de fotografias: relíquia.
Corações aquecidos. Eram crianças de novo.
Relembravam com carinho cada aventura. O pai de Getúlio gostava muito de fotografias. Registrava tudo: – “para o futuro”, repetia.
Foram momentos de pura fantasia.
-Eu me lembro desse dia, fui eu quem furou a bola.
-Olha ali a dona Marta. Ela vivia pegando no nosso pé.
-Ah! Eu não acredito. Eu quero essa foto para mim. O meu primeiro prêmio na música: o troféu abacaxi pela pior banda do colégio – riu Guto.
Então Getúlio, que sempre fora o mais sério da turma, disse que: quando estava indo para a lanchonete, parou em um sinal de rua. Viu um monte de crianças trabalhando, pedindo dinheiro. Lamentou saber que as lembranças delas não seriam tão boas.
Uma época da vida que não volta, disseram. E Guto decidiu que iria trabalhar um pouco menos. Para cuidar melhor da infância de seus próprios filhos e registrá-la, aproveitar tanto quanto o pai de Getúlio fizera.
Que noite. Os quatro terríveis despediram-se prometendo nunca mais se separar. E mais do que isso. Quem sabe casariam os filhos? Aí sim, finalmente se tornariam parentes. Será?
Promessas à parte, ficava a certeza: seriam sempre “Os terríveis” do Bairro Verde.
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No mais, desejo-lhe sucesso, saúde e serenidade.
Historinhas Poderosas.
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