
Tenho pensado tanto sobre vida interior e aceitação, que resolvi compartilhar essas três reflexões curtas. São realmente ideias pessoais, coisas que pretendo colocar em prática na minha vida, com calma e consistência.
Sim, quero treinar cada um desses conceitos. Sei que vou errar, mas também tenho certeza de que irei evoluir.
1. Conversar com o Dinheiro
Ontem assisti a um vídeo curioso: a mulher dizia que devemos conversar com o dinheiro como se fosse um amigo. Tratar bem o dinheiro, falar coisas bonitas, agradecer. Gostei da ideia, não como superstição, mas como filosofia de vida.
Se trato bem um amigo porque quero que ele volte, por que não tratar bem a energia que sustenta minha existência material? Por que não conversar também com o alimento, com os livros, com as plantas, com as horas do dia? Por que não agradecer à água que me desperta pela manhã, ao corpo que ainda me obedece, mesmo cansado?
Às vezes somos tão treinados em reclamar, em olhar o negativo, o que falta. Somos tão acostumados a falar, mesmo por brincadeira, coisas negativas a nosso respeito. Por que não treinar ser diferente? Mesmo que pareça estranho.
Não se trata de um exercício para “atrair prosperidade”, mas de um modo de estar no mundo. Uma educação da presença, do olhar do sentir. Um treinamento de amor e delicadeza.
Sinceramente, eu quero que isso se torne um hábito em minha vida: silencioso, enraizado, espontâneo. Afinal, a vida responde de forma diferente quando a tratamos com gentileza. E eu quero tratar a minha vida bem.

2. Treinar Leveza
Hoje, pela madrugada, enquanto orava, me veio uma clareza simples: posso abençoar áreas da minha vida que antes eu apenas lamentava. E esse gesto muda tudo.
Conversei com minha irmã sobre isso. Ambas queremos treinar a gratidão, não aquela das frases prontas, mas a que nasce do olhar renovado. A gratidão como um meio de vida.
A que transforma uma contrariedade em aprendizado, um “não” em proteção. Um imprevisto que poderia ser ruim, em um exercício de desenvolvimento pessoal.
Viktor Frankl fala dessas coincidências que salvam a vida. Em seu livro, Em busca de sentido, ele cita vários casos em que escapou da morte por “sorte” ou “por acidente”. Eu começo a entender essas circunstâncias como pequenos sinais de cuidado do divino para conosco. E, às vezes brigamos tanto por causa disso, não é mesmo? Reclamamos, ficamos irritados.
Pois, a verdade é que a vida, às vezes, é mais sábia do que nossos planos. E se aprendermos a confiar um pouco mais nela? Se treinarmos acreditar no cuidado de Deus para conosco? E, sim, é um treino.
Penso que o brilhante filósofo Montaigne, diria que aprender a viver é aprender a perder o controle. E Rosa Montero, grande escritora espanhola, lembraria que agradecer é um ato de lucidez.
Por minha vez, acredito que a vida nos ensina, nos poupa. Penso que muitas negativas são apenas livramentos e, por isso, podemos sofrê-las menos. Sim, pouco a pouco, começo a acreditar nisso com maior profundidade.
3. Buscar Harmonia
Dias atrás, dormi meditando sobre paz interior. Pedi a Deus que me ajudasse a tornar meu mundo interno no melhor lugar do mundo para mim. Então fui dormir, e sonhei com um bebê chamado Benjamim Rubens.
Benjamim, um personagem bíblico: o filho da velhice de Jacó, o símbolo do que nasce quando tudo parece tarde demais. O que vem para fechar cilcos. Rubens, nome que evoca cor, carne, arte, vida pulsante. E também, o primogênito do patriarca bíblico, o que inicia um ciclo.
Então, o nome me trouxe a ideia de completude: início e fim.
Talvez o sonho anuncie isso para minha própria vida: um novo ciclo, que se inicia após uma longa jornada. Quiçá um novo nascimento em mim, mais sensível, mais maduro, mais colorido. Depois de décadas aprendendo a ser dura, rígida, medrosa. Depois de carregar comigo tanta raiva reprimida, tanta culpa e escassez.
Tenho buscado harmonia entre o que penso e o que sinto. E o que mais penso agora, e o motivo dessas reflexões curtas, é sobre encontrar paz e harmonia dentro de mim. Não como um clichê vazio, mas como algo real, tangível, e, principalmente, comum.
Talvez esse “Benjamim Rubens” seja um nome para o meu próprio renascimento interno.

Conclusão: reflexões curtas sobre vida interior
Estou numa jornada interna, querendo me aprofundar cada vez mais em mim mesma. Como ensinou Marco Aurélio, devemos escavar dentro de nós, pois é onde encontraremos a fonte da vida. E, quanto mais nos escavarmos, mais vida fluirá.
Acredito nisso! Acredito nessa história de que dentro de nós se abrigam grandes riquezas, e muitas vezes, tão acostumados estamos de olhar para fora, nunca as encontramos.
Pois eu quero, sim, tirar um tempo para explorar-me profundamente. E enriquecer-me com o que já possuo. E você, o que pensa sobre tudo isso?
Caso deseje, deixe um comentário no final dessa página.
No mais, desejo-lhe sucesso, saúde e serenidade.
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