Nem correria, nem estagnação: viver em equilíbrio

poeminhas infantis
viver em equilíbrio

Por esses dias acordei pensando: – sabe, eu gosto mesmo é de ficar na minha (risos). Adoro meu mundinho, e isso me ajuda a viver em equilíbrio.

Ando bem sensível e reflexiva e provavelmente este post será uma daquelas “viagem na maionese” que se pretendem reflexivas (risos).

Pois bem! De certa forma me enxergo como o Pequeno Príncipe: vivo no meu planetinha, com meus momentos de solitude, e, de quando em vez, saio para passear por outros mundos.

E isso me faz muito bem. Essa dinâmica de revezar entre meu mundinho e mundos alheios me ajuda a ser mais leve e feliz.

De certa forma, me dá essa sensação de equilíbrio. Por um lado: estar em mim, por outro: interagir. Evitar estar exclusivamente nos extremos dessas duas opções.

Mas existem outras maneiras também de eu passear pelos caminhos do meio.

viver em equilíbrio

Não é falta, não é extravagância. Descobrir o essencial.

Eu me lembro de um trecho de Montaigne onde o autor me faz refletir sobre o que é a vida simples:

Viver consciente. Sem se permitir faltar nada. Sem se resguardar demais por um lado. Porém, por outro lado, sem se deslumbrar com o espetáculo da vida.

Acho que tenho me aproximado do centro desse eixo: crescer sem exageros, mover-me sem pressa, estar inteira sem conformar-me com o superficial, nem me perder em grandiosidades.

Talvez eu pudesse me expressar assim:

DimensãoComo se manifesta em mim hoje
Simplicidade conscienteMinhas rotinas suaves, sem drama, nada além do que me sustenta.
Contentamento ativoEstar bem com poucas exigências.
Movimento com calmaCrescimento contínuo, sem correria, aprendendo, observando, sem grandes expectativas.

Há muitas tradições e pensamentos em que se inspirar nesse sentido.

É o budismo sugerindo desapego: o “desapego” dos muitos desejos e medos. Não é deixar de desejar ou sentir, mas não ser escravizada por isso.

O Bhagavad-Gita dizendo “agir sem apegos ao fruto”. O movimento é inevitável, mas pode ser tranquilo, sem ansiedade pelo resultado.

Jung com seu processo de individuação: viver o que se é, sem precisar de máscaras, sem cair na mediocridade da conformidade, mas também sem se perder na ilusão do espetáculo.

E Montaigne mostrando que ter consciência do que nos é suficiente já nos faz ricos no espírito.

Viver em equilíbrio: considerações finais

Ser inteira sem me deslumbrar com o espetáculo — talvez esse seja o ponto ideal.

Nem correr sem rumo, nem parar no meio do caminho: movimentar-se com calma pela vida.

Não é estagnação mas sim, clareza de onde investir energia.

Não é preguiça: é o meio-termo que deixa a vida mais saborosa.

Enfim, não se trata de ser medíocre, mas de se tornar mais centrado e autêntico, sem abrir mão do bom humor: se o ideal é esse equilíbrio, confesso que ando gostando bastante do caminho.

Viver com menos medos e desejos é mais gostoso do que eu imaginava.

Enfim, são pequenos devaneios sobre viver em equilíbrio. Se esse artigo lhe inspirou de alguma forma, comente abaixo.

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No mais, desejo-lhe sucesso, saúde e serenidade.

Cíntia Amorim.

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